domingo, 5 de outubro de 2014



Sociedade Italiana no século XVII



  - A sociedade Italiana do século XVII foi marcada por regimes absolutistas, sendo seu maior rei Luís XIV, também chamado Deus Sol a ele foi atribuída uma frase: “O Estado sou eu”; esse regime foi o fator para as guerras religiosas desse século; desencadeado pela reforma protestante;

  - A foi o berço do período barroco, que teve sua origem ao final do século XVI, predomina pelo século XVII e só entra em dormência nas primeiras décadas do século XVIII(1600 á 1750), o movimento cultural e artístico não demora a influenciar os demais países Europeus;

  - No período barroco a sociedade viveu uma forte crise no âmbito da espiritualidade, novas cosmovisões são expostas a sociedade, e muitos indivíduos se confrontam com os valores humanistas e os valores espirituais medievais que a contra reforma procurava restaurar; sendo uma sociedade marcada pelo autoritarismo político, expansão comercial, Luta de classes, crise espiritual;
  - Muitas cortes europeias foram importantes centros musicais desse período, a igreja continuou a promover a música mais o seu papel foi menos importante no período barroco do que em épocas anteriores;
    - As cidades-estados como Veneza e muitas outras cidades do norte da Alemanha, mantinham suas intuições musicais quer eclesiásticas, quer seculares.
      -O Século XVIII foi também chamado “século das Luzes”, teve uma filosofia que se difere do século XVII; o movimento ficou conhecido pelo nome de iluminismo, sendo uma revolta contra a religião sobrenatural e igreja em prol da religião natural e da moral prática;
  -A cosmovisão do Iluminismo era baseada no Antropocentrismo, “o homem e não Deus como centro”, sendo uma contradição ao período medieval “Teocentrismo”, todos têm o direito à liberdade de expressão e de praticar sua religião;
      -O século XVIII foi marcado por grandes mudanças nos campos sociais, o capitalismo como sistema de produção dominante, e a revolução industrial como o evento mais importante para a mudança em vários setores;
  -Foi uma era cosmopolita, as diferenças foram minimizadas, enquanto sublinhava a natureza comum de todos os homens, combateu o absolutismo defendendo o direito da sociedade para o julgamento das leis; o mercantilismo, o poder da Igreja;
     -Propuseram-se a novas formas de organização social, política e econômica;
   -No século XVIII Veneza com sua vida colorida e exuberante ainda atraía muitos músicos e viajantes, as pessoas cantavam nas ruas e nas lagunas, os gondoleiros tinham seu repertório próprio de cantigas e declamavam os versos de Tasso sobre melodias tradicionais;
   -Famílias patrícias possuíam teatros de ópera, e os próprios patrícios cantavam e tocavam;                                   
   -Era freqüente, os programas musicais serem patrocinados por particulares, confrarias religiosas, ou pelas academias;
      -Os serviços religiosos mais pareciam grandes concertos instrumentais e vocais das cerimônias sacras.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gregorio Allegri: Miserere














Gregorio Allegri

Gregorio Allegri




Nasceu no dia7 de Fevereiro de 1652. Foi um sacerdote católico, cantor e compositor italiano da Escola romana. Lá viveu a maior parte da vida onde também morreu. Embora tenha composto e publicado uma profusão de obras sacras, Allegri é lembrado, sobretudo por seu Miserere, um elaborado sacro cantado até 1870 pelo coro papal durante a Semana Santa. Mesmo com os detalhes da obra sendo mantidos em sigilo absoluto, dizem que Mozart, com apenas quatorze anos, reproduziu-a de memória após ouvi-la somente uma vez.    
           A posição de Allegri como cantor e maestro di cappella do coro papal foi o auge de uma carreira iniciada como menino de coro aos nove anos de idade. Começou seus estudos em composição com G.M. Nanino, maestro di cappella em San Luigi dei Francesi, em Roma. Depois de trabalhar em catedrais em Fermo e Tivoli, voltou a Roma, acabando por se juntar ao coro papal.     
           A música que escreveu para a 
           A música que escreveu para a             A música que escreveu para a             A música que escreveu para a Capela Sistina, ao contrário de suas obras anteriores, era fora de moda na época, seguindo o stile antico de Giovanni Pierluigi da Palestrina, mas, como a música deste último, era rica em sutileza e nitidez estilística. Allegri também publicou oito livros de motetos sacros num estilo mais moderno, entre 1618 e 1639, destinados a consumo amplo. Entre as obras mais famosas de Allegri está Miserere Mei Deus.

Francesco Gasparini

Francesco Gasparini




Nascido em Camaiore, perto de Lucca. Um estudante provável de Corelli, Francesco Gasparini foi um compositor barroco e professor de italiano de reputação, especializado em óperas escrevendo 50, assim como cantatas solo, oratórios e música sacra vocal. Ele também era um educador importante e administrador sagaz. Foi Gasparini que contratou Antonio Vivaldi como mestre de violino. A maioria das músicas não-operística de Gasparini mostra grande habilidade com contraponto (na música, é uma técnica usada na composição onde duas ou mais vozes melódicas são compostas levando-se em conta, simultaneamente: o perfil melódico de cada uma delas e a qualidade intervalar e harmônica gerada pela sobreposição das duas ou mais melodias).
Escrevi obras teóricas, incluindo um tratado de baixo cifrado (é um tipo de notação musical inteira utilizado para indicar os intervalos, os acordes e os enarmônicos em relação a uma nota do baixo). Suas óperas eram modelos para a próxima geração de compositores, nomeadamente Handel. 
Ele tinha cerca de vinte e já servia como organista da Madonna dei Monti, em Roma. Foi lá que ele pode ter estudado com Corelli e com Pasquini. O próximo par de anos encontrei-o estudar canto e composição na Academia Filarmônica de Bolonha, mas Gasparini parece ter sido agitado; em 1686, ele e seu irmão foram viver e estudar com Legrenzi em Veneza; no ano seguinte, ele estava trabalhando em Roma, como violinista e compositor ao Cardeal Benedetto Pamphili. Em Roma, Gasparini desenvolveu uma relação cordial com Alessandro Scarlatti, e em 1705, depois de Gasparini tinha se mudou para Veneza, Scarlatti mandou seu filho Domenico lá para estudar com ele. 
Gasparini estava em Veneza, porque em 1701-13 ele se tornou diretor de atividades musicais no Ospedale della Pietà; ele parece ter desembarcado este post sobre a força das óperas e cantatas que tinha vindo a publicar desde meados da década de 1680, que foram aparentemente bem recebidos. Dentro de cinco ou seis anos, Gasparini transformou o Ospedale em um dos melhores conservatórios da Itália, com os gostos de Antonio Vivaldi na equipe. Durante este tempo Gasparini tornou-se um compositor de ópera prolífico.
Por volta de 1713, Gasparini estava inquieta outra vez; partiu do Ospedale, supostamente em uma licença de seis meses, e acabaram por se instalar novamente em Roma. De 1716-1718, ele trabalhou lá como maestro di cappella com o príncipe Ruspoli; depois que ele foi contratado pela família Borghese. Produção de Gasparini de novas óperas começou a desaparecer por volta de 1720; ele morreu em 1727, apenas alguns meses depois de assumir o cargo de maestro di cappella na igreja de São Giovanni in Laterano. 
Cantatas de Gasparini eram tecnicamente hábil e muito admirado, mas sua maior influência foi na ópera, suas obras tardias estabelecimento de normas estilísticas para a próxima geração de compositores, incluindo Handel. Seu manual sobre o baixo cifrado, L'armonico pratico, foi leitura obrigatória para os alunos até o início do século XIX.

Nascido em Camaiore,perto de Lucca, estudou em Roma com Corelli e Pasquini . Sua primeira ópera importante, Roderico (1694), foi produzido lá. Em 1702 ele foi para Veneza e se estabeleceu como um dos principais compositores da cidade. Em 1720 ele retornou a Roma para sua última Tigrane importante trabalho (1724). Ele escreveu a primeira Ópera usando a história de Hamlet (Ambleto, 1705), embora este não fosse baseada em Shakespeare play's.Gasparini também era professor, o instrutor de Marcello. Quantz e Domenico Scarlatti. Ele escreveu um tratado sobre o cravo (1708).

Barroco na Música

O Barroco na Música
(1600-1750)


O Barroco de início era usado pra designar o estilo da arquitetura e da arte do século XVII, que se caracterizava pelo estilo rebuscado e pelo emprego excessivo de ornamentos. Na música, o termo é indicado para designar o período que vai do aparecimento da ópera (“Orfeo”, de Monteverdi, 1607) e do oratório até a morte de J.S. Bach (1750). É considerada uma das épocas musicais mais longas, fecundas, revolucionárias e importantes de música ocidental e provavelmente também a mais influente.
O período Barroco teve início na Itália e seus precursores foram Giovanni Gabrieli e Claudio Monteverdi. O movimento se espalharia para a Alemanha, com Heinrich Schütz e França com Jean-Philippe Rameau. Outras figuras representativas do Barroco, na Europa continental foram Jean-Baptiste Lully, Giacomo Carissimi e Arcangelo Corelli.
A partir do século XVII, o sistema de modos perde cada vez mais importância, sendo abandonado gradativamente pelos compositores que passam com mais freqüência a se utilizar de bemóis e sustenidos, causando a perda de identidade dos modos que acabam ficando reduzidos a apenas dois: jônio e eólio. A partir daí, passa a se desenvolver o sistema tonal maior-menor que será à base da harmonia nos próximos dois séculos que se sucedem. Na realidade, trata-se justamente do aproveitamento desses dois modos: o modo jônio (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”).




Características principais do Barroco



Entre as características mais importantes do período estão o uso do baixo contínuo, do contraponto e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente.
De início, ocorre a retomada de tessituras mais leves e homofônicas, com a melodia apoiada em acordes simples. As tessituras polifônicas, entretanto logo retornam.
O gênero predominante do sec XVII é a ópera mas surgiram também novas formas musicais como o oratório, a fuga, a suíte, a sonata e o concerto.        Aos tipos de música mais freqüentes são coral, recitativo e ária, ópera, oratório e cantata, abertura italiana, abertura francesa, tocata, prelúdio coral, suíte de danças, sonata de câmara, sonata de chiesa, concerto grosso e concerto solo.
Durante a época barroca, a improvisação era muito comum, muitos dos ornamentos nem sequer constavam nas partituras e sim eram criados de forma improvisada durante a execução. A arte da ornamentação era então, uma prática musical amplamente difundida e, por isso, a maioria dos compositores esperava que o intérprete ornamentasse suas obras. Freqüentemente, até mesmo anotavam apenas uma estrutura harmônica, que só com a arte da ornamentação poderia se transformar em um todo sonoro acabado.
Nesse período a instrumentação atinge sua primeira maturidade e grande florescimento. Pela primeira vez surgem gêneros musicais puramente instrumentais, como a suíte e o concerto. Nesta época, surge também o virtuosismo, que explora ao máximo o instrumento musical.

Johann Sebastian Bach e Dietrich Buxtehude foram os maiores virtuoses do órgão. Jean Philipe Rameau, Domenico Scarlatti e François Couperin eram virtuoses do cravo. Antonio Vivaldi e Arcangelo Corelli eram virtuoses no violino.





O barroco foi à época de máximo desenvolvimento de instrumentos como o cravo e o órgão, mas também surgiram várias peças para grupos pequenos de instrumentos, que iam de três até nove instrumentistas, a chamada música de câmara. Um traço constante nas orquestras barrocas era o emprego do órgão ou cravo contínuo, preenchendo a harmonia, enriquecendo a tessitura e, de fato mantendo a unidade da orquestra.

ITÁLIA NO SÉC. XVII - XVIII

O Barroco na Itália






       A história do Barroco confunde-se com a História italiana dos séculos XV a XVIII. A conturbada História italiana mostra simplificadamente, a eterna disputa dos grandes e pequenos reinos do norte entre eles mesmos e a França, Espanha, Suíça, Hungria, Áustria e Alemanha, não se dando tempo para criar cultura própria, exceto nos intervalos guerreiros. Mostra a anarquia e a corrupção dos Estados Papais e a permanente gangorra entre a estável República de Veneza e o Reino das Duas Sicílias, balançando sobre a riqueza da Toscana. Aí sim, repousa o poderio artístico italiano, principalmente sobre a cidade de Florença, que tinha o lírio como emblema e a flor (ou florim) de ouro como moeda, a mais valiosa e usada nas transações internacionais na época.
Desde o Renascimento que, sob a influência dos Medici, Florença esteve na vanguarda das artes. Ghiberti e Gozzoli e as suas famosas “Portas do Batistério”, Michelangelo, Donatello, Giotto, Fra Filippo Lippi, Pisano, Botticelli, Verrocchio, Pollaiuolo, Ghirlandaio, Leonardo da Vinci, Andrea del Sarto, Maquiavel, Savonarola, Benvenuto Cellini, Nicolaus Copérnico, Galileu Galilei e Torricelli trabalharam em Florença, cujo poder de atração da melhor parte da intelectualidade foi marcante. Isto continuou durante o século XVIII com o acolhimento dos músicos, naturais e estrangeiros, como Händel, Cristofori, Alessandro Scarlatti e seu filho Domenico, Frescobaldi, Veracini e Lully.
A predominância vocal da música barroca italiana recomendou o uso acessório de violinos, cravos e órgãos portáteis. Os violones, por exemplo, só apareceram lá por 1650 e somente em Veneza, por causa do intenso intercâmbio com a Alemanha. Era também usado correntemente o clarinete, o chalumeau e a viole all’inglese. O oboé e a flauta transversal só foram adotados no último estágio barroco.
A produção musical na Itália foi tão abundante no barroco que sufocou todas as iniciativas estrangeiras. Ainda no período clássico este predomínio tenha permanecido ao menos no campo da ópera.
Os florentinos tinham inventado a ópera para aperfeiçoar a arte dramática. Em vez disso, surgiu um gênero que os franceses e os italianos passaram a denominar de “arte lírica”.
            Na Itália, o nome mais destacado foi Antonio Vivaldi (1678-1741), autor de numerosos concertos, óperas e oratórios.
            A ele é atribuída à composição da série de concertos “As Quatro Estações”, provavelmente a mais difundida de todas as peças desse período. Foi o responsável por estabelecer definitivamente a forma do concerto, que continua a ser composta até os dias atuais.
Embora fosse um sacerdote deu os passos definitivos para a música instrumental profana, seguindo por um caminho que levou até a arte de Bach, que o teria ouvido quando Vivaldi viajou até Dresden para apresentar-se como violinista.