O Barroco
na Música
(1600-1750)
O Barroco
de início era usado pra designar o estilo da arquitetura e da arte do século
XVII, que se caracterizava pelo estilo rebuscado e pelo emprego excessivo de
ornamentos. Na música, o termo é indicado para designar o período que vai do
aparecimento da ópera (“Orfeo”, de Monteverdi, 1607) e do oratório até a morte
de J.S. Bach (1750). É considerada
uma das épocas musicais mais longas, fecundas, revolucionárias e importantes de
música ocidental e provavelmente também a mais influente.
O período Barroco teve
início na Itália e seus precursores foram Giovanni Gabrieli e Claudio
Monteverdi. O movimento se espalharia para a Alemanha, com Heinrich Schütz e
França com Jean-Philippe Rameau. Outras figuras representativas do Barroco, na
Europa continental foram Jean-Baptiste Lully, Giacomo Carissimi e Arcangelo
Corelli.
A partir do século XVII, o
sistema de modos perde cada vez mais importância, sendo abandonado
gradativamente pelos compositores que passam com mais freqüência a se utilizar
de bemóis e sustenidos, causando a perda de identidade dos modos que acabam
ficando reduzidos a apenas dois: jônio e eólio. A partir daí, passa a se
desenvolver o sistema tonal maior-menor que será à base da harmonia nos
próximos dois séculos que se sucedem. Na realidade, trata-se justamente do
aproveitamento desses dois modos: o modo jônio (modo “maior”) e o modo eólio
(modo “menor”).
Características
principais do Barroco
Entre as características mais importantes do período estão o uso
do baixo contínuo, do contraponto e da harmonia tonal, em oposição aos modos
gregorianos até então vigente.
De início, ocorre a retomada de tessituras mais leves e
homofônicas, com a melodia apoiada em acordes simples. As tessituras
polifônicas, entretanto logo retornam.
O gênero predominante do sec XVII é a ópera mas surgiram também
novas formas musicais como o oratório, a fuga, a
suíte, a sonata e o concerto. Aos tipos de música mais freqüentes
são coral, recitativo e ária, ópera, oratório e cantata, abertura italiana,
abertura francesa, tocata, prelúdio coral,
suíte de danças, sonata de câmara, sonata de chiesa, concerto grosso e concerto solo.
Durante a época barroca, a improvisação era
muito comum, muitos dos ornamentos nem sequer constavam nas partituras e sim
eram criados de forma improvisada durante a execução. A arte da ornamentação
era então, uma prática musical amplamente difundida e, por isso, a maioria dos
compositores esperava que o intérprete ornamentasse suas obras. Freqüentemente,
até mesmo anotavam apenas uma estrutura harmônica, que só com a arte da
ornamentação poderia se transformar em um todo sonoro acabado.
Nesse período a instrumentação atinge sua primeira maturidade e
grande florescimento. Pela primeira vez surgem gêneros musicais puramente
instrumentais, como a suíte e o concerto. Nesta época, surge também o
virtuosismo, que explora ao máximo o instrumento musical.
Johann
Sebastian Bach e Dietrich Buxtehude foram os maiores virtuoses do órgão. Jean
Philipe Rameau, Domenico Scarlatti e François Couperin eram virtuoses do cravo.
Antonio Vivaldi e Arcangelo Corelli eram virtuoses no violino.
O barroco foi à época de máximo desenvolvimento
de instrumentos como o cravo e o órgão, mas também surgiram várias peças para
grupos pequenos de instrumentos, que iam de três até nove instrumentistas, a
chamada música de câmara. Um traço constante nas orquestras barrocas era o
emprego do órgão ou cravo contínuo, preenchendo a harmonia, enriquecendo a
tessitura e, de fato mantendo a unidade da orquestra.

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